quarta-feira, 13 de maio de 2015

Historia de Preto Velho, Pai Joaquim D'Angola

Falar de Pai Joaquim D'Angola não é tarefa fácil.

É maravilhoso poder esta na presença desta entidade. Sempre que arria, mesmo que para trabalhos rápidos, sempre deixa grandes lições.

Sempre fala com carinho aos consulentes e a outros médiuns, mesmo quando está irritado com suas ações, procedimentos ou quando há algo errado no terreiro. 

Quando incorpora, sempre traz uma sensação de alívio muito aconchegante. Sua primeira preocupação é limpar o médium com quem vai trabalhar, mantê-lo equilibrado energeticamente para que este não carregue nada ruim enquanto trabalha. 

Sua maneira de trabalho é muito peculiar. Trabalha nas duas bandas e pode virar o trabalho para esquerda sem que qualquer pessoa no terreiro consiga perceber facilmente. Sempre se apresenta com um ótimo senso de humor e procura sempre deixar suas lições de maneira simples e objetiva, para que não fiquem dúvidas com relação ao assunto.

É exímio conhecedor das propriedades medicinais das plantas. Sua especialidade é trabalhar com a saúde. 

Pai Joaquim, como muitos Pretos-Velhos, foi trazido ao Brasil na época da escravidão. Era um simples morador de uma aldeia na Angola, hoje chamada de Lobito, quando houve a invasão portuguesa. Os portugueses escravizaram diversos negros que apresentavam um bom estado de saúde para que servissem de escravos do outro lado do Atlântico. Pai Joaquim foi arrancado do seio de sua família, tinha esposa e filhos nesta época.

Um de seus filhos gerou um filho com o nome de Tomáz, seu neto, hoje uma entidade conhecida na Umbanda que apresenta-se com o nome de Pai Tomáz.

Quando Pai Joaquim chegou ao Brasil trabalhou pelo resto da vida em uma fazenda de cana e café na região de Minas Gerais.

Durante sua vida na fazenda, começou a ser chamado de Pai Joaquim pois era o curandeiro da tribo que se formou. Sempre tinha uma maneira de aliviar o sofrimento físico de seus irmãos através do uso de plantas, desenvolvendo chás, ungüentos e emplastros. Era muito hábil em animar seus irmãos com mensagens de carinho e esperança. Sempre tinha uma boa lição para ensinar. 

Seus feitos milagrosos com seus irmãos chamaram a atenção dos senhores das fazendas que começaram a levar seus entes para serem tratados por Pai Joaquim. Ele amorosamente os tratava da melhor maneira possível. A notícia de seus feitos estava se disseminando entre as comunidades mais próximas, o que o denotou como curandeiro e, para algumas pessoas da época, simplesmente bruxo, conhecedor das magias dos negros e, nesta época, totalmente condenável pela igreja católica. 

Certo dia, uma criança, filha de um dos senhores, foi levada até Pai Joaquim para que fosse tratada de sua enfermidade. Ela apresentava sérios problemas de saúde. No início do tratamento, Pai Joaquim já sabia que ela lhe foi levada tarde demais e que seria quase impossível devolver-lhe a saúde tão esperada. 

O senhor, pai da criança, disse que se Pai Joaquim não a curasse de tal enfermidade, ele mesmo trataria de ordenar sua morte e que esta se daria com muito sofrimento. 

Pai Joaquim, com todo seu conhecimento não pôde restaurar-lhe a saúde e a criança acabou desencarnando. 

Após a dor da perda, o senhor imediatamente ordenou que o velho Joaquim fosse açoitado até a morte, para que dessa maneira todos os outros aprendessem com quem estavam lidando e que não lhe adiantavam quaisquer outros meios de cura se não fosse pela tradicional. Os senhores das fazendas não tolerariam mais os atos de curandeiros, nem negros que detivessem o poder de manipular as magias que só eles conheciam. 

Pai Joaquim foi açoitado por um dia inteiro, sem direito à qualquer alimento ou sequer um pouco de água. 

Durante sua sessão de tortura, ele chorava e pedia a Deus que lhe levasse, pois a sua dor era insuportável. Não só a dor da carne, mas também a dor de seus sentimentos, donde tanto fez para trazer a paz, alegria e saúde aos que agora açoitavam-lhe sem piedade. 

Quanto mais o tempo passava, mais Pai Joaquim odiava tudo o que tinha feito pelo próximo, e o pior, começava a odiar a Deus pelas suas Leis e pelo que lhe tinha reservado à vida. 

"Como podia um Deus tão bom e tão justo deixar que façam isso comigo? Eu que sempre zelei pelas suas leis e pelos seus ensinamentos? Eu que fui escravizado e o resto de minha vida fui condenado a trabalhar como um animal de carga? Deixaste-me, ó meu Deus, que me tratassem como um animal, quando o que mais queria era tratar meus semelhantes da forma mais humana, transmitindo-lhes o amor que o Senhor tanto tenta nos ensinar!!! Eu que era só amor agora me transformo em ódio, por tudo que fiz e que mereço agora são chibatadas neste corpo frágil e cansado do trabalho e do tempo!!! Onde estás meu Deus que não me protege nesta hora de minha maior agonia???" 

Pai Joaquim deixou o plano terreno ao entardecer, quando a luz do sol já não lhe aquecia mais o corpo. 

Viu-se envolto por uma névoa branca. Assustador o que sentia pois ainda levava consigo a dor dos chicotes, a saudade de seus irmãos... o amor pelos seus... 

Só e perdido, começou a orar mais uma vez. Percebeu que ninguém lhe chegava, nenhuma alma vinha lhe prestar socorro ou ao menos lhe dizer o que fazer ou para onde ir. 

Após um bom tempo de espera angustiosa, irritado com tal situação, começou a esbravejar: 

"E agora??? Onde está esse tal Deus que vocês sempre me ensinaram que existe??? Que Deus é esse que simplesmente me deixou quando mais precisei Dele??? Que Deus é esse que ao invés de me ensinar o amor me ensinou a dor??? Que Deus é esse???" 

Enquanto esbravejava, notou que não tocava seus pés no chão. Parou de falar por alguns instantes. Olhou para trás e viu que quem o segurava em seus braços era Jesus Cristo, que caminhava em direção ao Pai. 

Jesus disse-lhe: "- Tenha calma, meu velho, meu amigo, meu irmão, que sua dor já passou. E pra onde nós estamos indo nunca mais sentirás dor, nunca mais sentirás saudades, nunca mais sentirás solidão e terás a todos que ama ao vosso lado!" 

A criança cuja enfermidade não foi possível curar hoje acompanha esse querido Preto-Velho em todos os trabalhos em que participa. Ela somente incorpora em médiuns que apresentam grande afinidade vibratória com Pai Joaquim e que estejam muito equilibrados durante o trabalho. Sua incorporação só é necessária quando determinada pelo Pai Joaquim. 

O porque do nome de Pai Joaquim D'Angola e o seu chapéu de palha 

Pai Joaquim (ou Iquemí) foi um forte guerreiro, filho prometido de uma família real africana, oriunda de Angola, África, para reinar junto ao seu povo. 

Iquemí era príncipe majestoso, amava sua liberdade, seus amores, um legítimo filho de Xangô. 

Mas entre guerra de brigar pelo poder, Iquemí foi aprisionado por uma tribo inimiga que o entregaram aos mercadores brancos. 

Iquemí, o grande guerreiro, príncipe de sua tribo, estava em desespero. Preso como um animal, veio no porão de um navio aos gritos de desespero dos seus inimigos de cor. 

O mercador de escravos, dono do navio onde vinha Iquemí, soube do destaque de ter um príncipe entre os outros escravos, observou o seu porte, sua beleza, seus dentes perfeitos e seu corpo musculoso, mas viu nos seus olhos que não se submeteria aos maus tratos em se tornar um escravo. 

O mercador de escravos chama-se Manoel Joaquim, nascido em Lisboa, descidiu então ficar com Iquemí na sua fazenda nas terras da Bahia. 

Assim Iquemí chegou à Bahia e foi para a fazenda do mercador. 

Mas Iquemí não aceitava ser escravo, o mercador se afeiçoou a Iquemí devido a sua valentia, sua força e destaque entre os negros, mal sabia que sobre a luz do espiritismo ambos eram almas afins unidos pelo destino. 

Iquemí foi conquistando a amizade do senhor Manoel Joaquim, que só teve um filho que morreu cedo com a peste, gostava de Iquemí como de um filho e um dia lhe disse: 

"- Negro, tu não tens um nome, um nome verdadeiro, um nome onde vais ser conhecido, vou pensar como te chamar." 

O mercador adoeceu seriamente, antes de morrer batiza Iquemí de Manoel Joaquim de Luanda, um pedido de Iquemí. 

Sua fama correu por terras, envelhecendo se tornou pai de todos, Pai Manoel Joaquim de Luanda ou Pai Joaquim D'Angola. 

Seu papel na escravidão foi importantíssimo. 

Promovia a paz entre seus irmãos de cor. Bondoso, um verdadeiro cristão, Pai Joaquim recebeu sei primeiro chapéu de palha dado por um bispo da igreja local quando sua cabeça já era toda branquinha. 

Sofreu muito no cativeiro, mas jamais esqueceu sua grande e velha mão África. 

Ao senhor, meu pai e querido amigo com quem tenho o grande prazer de trabalhar, ouvir e aprender muito com ele  saravá Pai Joaquim !

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Por que você está na Umbanda?



"Estou na Umbanda porque estou doente" - Saia da Umbanda irmão! 
A Umbanda não vende curas, procure um hospital.

"Estou na Umbanda porque é minha missão" - Saia da Umbanda irmão! 
A Umbanda assim como a espiritualidade respeita o livre arbítrio, 
não se sinta obrigado a nada.

"Estou na Umbanda porque estou desempregado" - Saia da Umbanda irmão!
 A Umbanda não vende promessas de prosperidade, 
pois o ganho material nada soma à espiritualidade,
 procure uma agência de empregos.

"Estou na Umbanda porque minhas entidades fecharam meus caminhos"
 - Saia da Umbanda irmão!
Entidade de Umbanda que trabalha na luz não fecha o caminho de ninguém, 
muito menos de seu aparelho de ação, aceite suas imperfeições!

"Estou na Umbanda porque tenho mediunidade forte" - 

Saia da Umbanda irmão!
 A Umbanda não é competição do mais forte ou fraco, 
mediunidade não tem medida, 
o que te motiva é a simples vaidade e cegueira por poder. 
Procure um circo!

"Estou na Umbanda porque tenho karma" - Saia da Umbanda irmão! 
A Umbanda não lhe dará quitação kármica, 
quem faz isso são suas ações fora da Umbanda. 
Procure um voluntariado, orfanato, asilo,
 enfim, uma forma de ajudar que terá mais êxito.

"Estou na Umbanda porque pessoas precisam de minha ajuda"
 - Saia da Umbanda irmão! Você é apenas mais um médium,
 você não tem poderes mágicos,
 na Umbanda só existem tarefeiros e trabalhadores. 
Você está motivado pelo deslumbramento não pela caridade.

"Estou na Umbanda porque quero prestar a caridade" - Saia da Umbanda. 
Quem presta a caridade não é você e sim os seus guias 
através da sua mediunidade. 
Você é um INSTRUMENTO DA CARIDADE DIVINA.

"Estou na Umbanda em busca de autoconhecimento,
 de entendimento da minha missão na TERRA enquanto encarnado 
e usar minha mediunidade em prol do meu progresso e dos que necessitam"
- Fique na Umbanda. 
A mediunidade é uma bênção a quem a recebe e a quem se beneficia dela.



Fonte : C.E.U Ogum da Lua e Fraternidade Mamãe Oxum

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pedidos pra Ogum

Eu pedi a Ogum, para retirar os meus vícios. 


 Ogum disse: Não!
Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.
Eu pedi a Ogum , para fazer meu 
filho aleijado se tornar completo.
Ogum disse: Não!
Seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário
Eu pedi a Ogum para me dar paciência.
Ogum disse, Não!

Paciência é um subproduto das tribulações;
Ela não é dada, é aprendida.
Eu pedi a Ogum para me dar felicidade.
Ogum disse: Não!
Eu dou bênçãos; Felicidade depende de você.
Eu pedi a Ogum para me livrar da dor.
Ogum disse: Não!
Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.
Eu pedi a Ogum para fazer meu espírito crescer.
Ogum disse: Não! 
Você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos.
Eu pedi a Ogum todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Ogum disse: Não!
Eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas. 

Eu pedi a Ogum para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Ogum disse: . Ahhhh, finalmente você entendeu a idéia.. Muita Luz! 

Oração à Ogum 7 Espadas - Parabéns Por Seu Aniversario meu Pai Ogum

As sete espadas saíram da mata
Era Ogum! gritou o caçador
As sete espadas saíram do mar
Era Ogum! gritou o pescador
As sete espadas saíram da terra
Era Ogum! gritou o guerreiro
As sete espadas rasgaram o céu
Era Ogum! gritou Oxala
Eu andei por ruas desertas
e um manto verde me escondeu dos perigos
Eu andei por estradas longas
e um manto vermelho me cobriu dos inimigos
Eu andei por terras, asfaltos e mares
e um manto prateado afastou de mim o medo
Meu pai e poderoso Ogum!
Senhor das sete espadas
Senhor dos sete anéis sagrados
Deito a teus pés no dia de hoje, e sempre
para em louvor agradecer a tua proteção!
Ogunhê!

Parabéns Meu pai por seu aniversario obrigado por mais um ano com seu Axé, sua luz, sua proteção.

Ogunhê!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Oração a Ogum 7 Espadas

"As Sete espadas sairam da mata, era Ogum, gritou o caçador.


As Sete espadas sairam do mar, era Ogum, gritou o pescador.



As Sete espadas sairam da terra, era Ogum, gritou o guerreiro.

As Sete espadas rasgarm o céu, era Ogum, gritou Olorum.

Eu andei por ruas desertas e um Manto Azul me escondeu dos perigos.

Eu andei por estradas longas e um Manto Vermelho me cobriu dos inimigos.

Eu andei por terras, asfalto e mares e um Manto Prateado afastou de mim o medo."


Meu pai Ogum, senhor das Sete Serpentes, senhor dos Sete Aneis Sagrados  me deito em teus pés no dia de hoje novamente no seu aniversario de obrigação
e sempre para em louvor ao Sr. meu Pai Ogum guerreiro possa agradecer a sua proteção, que suas sete espadas sagradas possam sempre iluminar meu caminho e de todos aqueles que me rodeiam bom ou maus...Obrigado pelos ensinamentos, por estes anos de proteção e de companheirismo sempre me guiando pro caminho que tenho a seguir.





sábado, 2 de fevereiro de 2013

ORAÇÃO A IEMANJÁ



Doce, meiga e querida Mãe Iemanjá. Vós permitiste que no seio de vossa morada se formassem as primitivas formas de vida, que foram o berço de toda a criação, de toda a natureza e de toda a humanidade, aceitai nossas preces de reconhecimento e amor.
Que os lampejos que emanam de vosso diáfano manto de estrelas venham, como benéficas vibrações espirituais, aliviar os males, curar aos doentes, apaziguar os nossos irmãos revoltados, consolar os corações aflitos. Que as flores e oferendas que depositamos em vosso tapete sagrado, sejam por vós aceitas e quando entrarmos nas águas para vos ofertá-las sejam as ondas do mar portadoras de vossos fluídos divinos. Fazei, Senhora Rainha das Águas, com que a espuma das ondas em sua alvura imaculada traga-nos a presença de Oxalá, limpe os nossos corações de todas as maldades e malquerenças.
 Que os nossos corpos, tocados por vossas águas sagradas, libertem-se em cada onda que passa, de todos os males materiais e espirituais.
Que a primeira onda a nos tocar afaste de nossas mentes todos os eventuais desejos de vingança; que a segunda lave nossos corações e nosso espírito, para que não nos atinjam as infâmias e malquerença de nossos desafetos; que a terceira onda afaste a vaidade de nossos corações; que a quarta lave nosso corpo de todos os males e doenças físicas para que, sadios, possamos prosseguir; que a quinta onda afaste de nossa mente a ganância e a cobiça; que a sexta onda venha carregada de flores e que nosso maior desejo seja o de cultivar o amor fraternal que deve existir entre todos os homens; e que ao passar a sétima onda, nós , puros e limpos de mente, corpo e alma, possamos ver, ainda que apenas por alguns segundos, o esplendor de vossa radiosa imagem. E que a oitava onda possa nos brindar com sua doçura e aquecer com seu manto sagrado. É o que humildemente vos suplicam os filhos de Umbanda

Omio Odoya minha mãe!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Dia de Oxum


Ora ie ieu Oxum,
Salve dourada senhora
Da pele de ouro!
Benditas são suas águas, e essas mesmas águas lavam meu ser e me livram do mal. Oxum, Divina Rainha, bela Orixá, venha a mim, caminhando na Lua Cheia.
Traga, mãe, em suas mãos, os lírios do amor e da paz.
Torna-me doce, sedutor suave, como és. Mamãe Oxum, me proteja,
Faça que o amor seja constante em minha vida Que eu possa amar a tudo o que existe.
Me proteja contra as mandingas e feitiçarias. Daí a mim o néctar de sua doçura e que eu consiga o que desejo Mãe do ouro, da beleza e do amor, Senhora do mais puro Axé, valei-me hoje e sempre. Aie ieu Oxum!